{"id":118,"date":"2023-11-29T11:30:13","date_gmt":"2023-11-29T15:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/labfor-fach.ufms.br\/?p=118"},"modified":"2024-03-30T20:40:52","modified_gmt":"2024-03-31T00:40:52","slug":"laboratorio-de-antropologia-e-bioantropologia-forense-ganha-destaque-na-midia-por-seu-pioneirismo-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/labfor-fach.ufms.br\/en\/laboratorio-de-antropologia-e-bioantropologia-forense-ganha-destaque-na-midia-por-seu-pioneirismo-em-ms\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio de antropologia e bioantropologia forense ganha destaque na m\u00eddia por seu pioneirismo em MS"},"content":{"rendered":"<p>Dar uma resposta para uma fam\u00edlia, \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 hist\u00f3ria de vida de uma pessoa quando dos restos mortais sobram apenas ossos. Como identificar um esqueleto encontrado em uma vala clandestina? Ou que morreu nas m\u00e3os da Ditadura Militar e foi enterrado em uma cova com v\u00e1rios outros?<\/p>\n<p>A antropologia forense trabalha para responder a essas quest\u00f5es e\u00a0<a class=\"st_tag internal_tag \" title=\"Not\u00edcias sobre Mato Grosso do Sul\" href=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/tag\/mato-grosso-do-sul\/\" rel=\"tag\">Mato Grosso do Sul<\/a>\u00a0conta com o primeiro laborat\u00f3rio voltado para o tema, o Labfor (Laborat\u00f3rio de Bioantropologia e Antropologia Forense) da\u00a0<a class=\"st_tag internal_tag \" title=\"Not\u00edcias sobre UFMS\" href=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/tag\/ufms\/\" rel=\"tag\">UFMS<\/a>\u00a0(Universidade Federal Mato Grosso do Sul) para formar profissionais na \u00e1rea e \u201cdesconstruir\u201d mitos e desconfortos com a morte.<\/p>\n<p>Alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias sociais, antropologia, biologia, qu\u00edmica, odontologia e medicina estudam o tema, de acordo com o escopo de forma\u00e7\u00e3o, no laborat\u00f3rio comandado pela professora p\u00f3s-doutora em direito e especialista em antropologia f\u00edsica e forense, Priscila Lini.<\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<p>A docente explica que a antropologia pode ajudar na per\u00edcia forense a partir da recupera\u00e7\u00e3o da identidade para determinar as caracter\u00edsticas de uma pessoa \u2013 sexo\/g\u00eanero, idade, estatura e ancestralidade predominante (ou afinidade populacional).<\/p>\n<p>Esta ci\u00eancia pode ser usada em contextos de desaparecimentos for\u00e7ados, \u00f3bitos n\u00e3o esclarecidos, e situa\u00e7\u00f5es que a identifica\u00e7\u00e3o visual e datilosc\u00f3pica n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\">\n<div id=\"attachment_1637070\" style=\"width: 611px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1637070\" class=\"entered lazyloaded wp-image-1637070\" src=\"https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122317\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues-2.jpg\" alt=\"\" width=\"601\" height=\"338\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122317\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues-2.jpg 1920w, https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122317\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122317\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues-2-150x84.jpg 150w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" data-lazy-src=\"https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122317\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues-2.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/><p id=\"caption-attachment-1637070\" class=\"wp-caption-text\">Bioantropologia ajuda no reconhecimento de desaparecidos. (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)<\/p><\/div><\/figure>\n<p>\u201cA Antropologia Forense oferece subs\u00eddios para que aqueles remanescentes sejam restitu\u00eddos \u00e0queles que os buscam (parentes, amigos, \u00f3rg\u00e3os humanit\u00e1rios e de seguran\u00e7a) para que sejam sepultados de forma digna, respeitando a mem\u00f3ria do falecido e a elucida\u00e7\u00e3o de crimes individuais ou coletivos\u201d, explica.<\/p>\n<p>O Brasil n\u00e3o possui curso superior espec\u00edfico em Antropologia Forense. Na maioria dos casos, os acad\u00eamicos e peritos s\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es variadas, que conjugam conhecimentos na \u00e1rea da sa\u00fade, direito, antropologia ou biologia, complementando com forma\u00e7\u00f5es auxiliares.<\/p>\n<p>Lini explica que h\u00e1 e m\u00e9dicos e odont\u00f3logos que fazem especializa\u00e7\u00f5es na \u00e1rea legal (m\u00e9dicos legistas e odontolegistas), de juristas que fazem uma segunda gradua\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de per\u00edcia forense, bi\u00f3logos que buscam complementaridade na criminal\u00edstica.<\/p>\n<p>No grupo de pesquisa do Labfor participam dois alunos de odontologia que s\u00e3o ind\u00edgenas que querem retornar o conhecimento para as comunidades.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muita viol\u00eancia aqui no Estado nas retomadas. \u00c9 um neg\u00f3cio que para n\u00f3s vem sendo muito bem recebido, \u00e9 uma grata surpresa quanto o pessoal tem se interessado\u201d, comemora.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Antropologia forense n\u00e3o \u00e9 igual a CSI<\/h2>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de um corpo envolve v\u00e1rios processos e engana-se quem pensa que seja parecido como nos seriados de televis\u00e3o como CSI: Investiga\u00e7\u00e3o Criminal.<\/p>\n<p>Antes de fazer testes de\u00a0<a class=\"st_tag internal_tag \" title=\"Not\u00edcias sobre DNA\" href=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/tag\/dna\/\" rel=\"tag\">DNA<\/a>, o primeiro passo \u00e9 tentar descobrir quem foi aquela pessoa em vida dentro de quatro eixos:<\/p>\n<ul>\n<li>Sexo (incluindo debates de g\u00eanero, visto que pessoas trans s\u00e3o v\u00edtimas frequentes de viol\u00eancia);<\/li>\n<li>Idade;<\/li>\n<li>Estatura;<\/li>\n<li>Ancestralidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Uma das explica\u00e7\u00f5es para isso \u00e9 a restri\u00e7\u00e3o de recursos e de pessoal por parte da pol\u00edcia civil e pol\u00edcia cient\u00edfica. Assim, \u00e9 preciso reduzir ao m\u00e1ximo o universo de possibilidades at\u00e9 que tr\u00eas ou quatro fam\u00edlias venham a ser confrontadas na an\u00e1lise gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>\u201cE, \u00e0s vezes, a gente tamb\u00e9m recorre \u00e0 antropologia pura mesmo. Fazer rela\u00e7\u00f5es de parentesco, \u00e1rvore geneal\u00f3gica para tentar encontrar respostas tamb\u00e9m no indireto. O DNA d\u00e1 muitas vezes uma resposta, mas tem que ser conjugada com outra. Saber qual amostra, de onde veio.\u00a0\u00c0s vezes em uma vala clandestina colocam v\u00e1rios corpos juntos e a\u00ed saber o que \u00e9 de quem, separar, fazer a remontagem de reposi\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica. Tudo isso \u00e9 uma atividade que a gente precisa capacitar pessoas porque \u00e9 uma realidade que \u00e9 uma demanda que vem acontecendo\u201d, afirma a doutora em direito.<\/p>\n<h2 id=\"h-sem-medo-dos-mortos\" class=\"wp-block-heading\">Sem medo dos mortos<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\">\n<div id=\"attachment_1637072\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1637072\" class=\"entered lazyloaded wp-image-1637072\" src=\"https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122437\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues.jpg\" alt=\"\" width=\"610\" height=\"343\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122437\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues.jpg 1920w, https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122437\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues-300x169.jpg 300w, https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122437\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues-150x84.jpg 150w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" data-lazy-src=\"https:\/\/midiamaxproducao.s3.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/22122437\/Antropologia-forense_Labfor_Foto-Alicce-Rodrigues.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/><p id=\"caption-attachment-1637072\" class=\"wp-caption-text\">Professora da UFMS e coordenadora do Labfor, Priscila Lini. (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)<\/p><\/div>\n<p>O Labfor \u00e9 um laborat\u00f3rio que conta com diversos materiais que ajudam os estudantes a aprender sobre a antropologia forense e um dos que chamam a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 um esqueleto humano, obtido por meio de um programa de doa\u00e7\u00e3o de corpos.<\/figure>\n<p>Linni explica que a antropologia forense lida pouco com tecidos moles e mais com ossos porque, na maioria dos casos, quando ainda h\u00e1 tecidos moles, o trabalho fica a cargo de legistas.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante destacado pelo docente \u00e9 \u201cdesmistificar\u201d o tabu relacionado \u00e0 morte. Muitas pessoas, inclusive da academia, s\u00e3o resistentes sobre a antropologia forense e bioantropologia e questionam se o trabalho seria \u00e9tico.<\/p>\n<p>Contudo, Linni exemplifica que muitos pensam que a medicina se tornou invenc\u00edvel e, quando h\u00e1 uma morte, parece que h\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de falha como humanidade. S\u00f3 que por outro \u00e2ngulo, a morte precisa ser vista como algo natural e o que podemos fazer com os recursos atuais \u00e9, no m\u00e1ximo, abrevi\u00e1-la.<\/p>\n<p>\u201cTem que ter uma certa cautela tamb\u00e9m no abordar para n\u00e3o ficar naquela coisa do bizarro. A gente sabe o que \u00e9 [o Labfor] e \u00e9 um ambiente de pesquisas, com treinamentos, medidas, \u00e9 justamente isso. E essa experi\u00eancia que a gente quer proporcionar para os nossos alunos, sejam eles de biol\u00f3gicas ou de humanas\u201d, ela explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leia a mat\u00e9ria completa no link: <a href=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/cotidiano\/2023\/sem-medo-dos-mortos-laboratorio-forense-em-ms-ensina-a-identificar-desaparecidos\/\">https:\/\/midiamax.uol.com.br\/cotidiano\/2023\/sem-medo-dos-mortos-laboratorio-forense-em-ms-ensina-a-identificar-desaparecidos\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto por Thalya Godoy e Monique Faria &#8211; MIDIAMAX<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dar uma resposta para uma fam\u00edlia, \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 hist\u00f3ria de vida de uma pessoa quando dos restos mortais sobram apenas ossos. Como identificar um esqueleto encontrado em uma vala clandestina? Ou que morreu nas m\u00e3os da Ditadura Militar e foi enterrado em uma cova com v\u00e1rios outros? 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